
O lipidograma é o principal exame para avaliar o colesterol no sangue; o colesterol alto costuma não causar sintomas e pode evoluir silenciosamente
Saber qual exame detecta colesterol alto é importante para identificar alterações que, na maioria das vezes, não provocam sintomas.
O colesterol elevado pode permanecer silencioso por anos, enquanto o excesso de LDL contribui para a formação de placas de gordura nas artérias e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
A principal forma de avaliar essas alterações é por meio de um exame de sangue chamado lipidograma ou perfil lipídico, que analisa diferentes componentes, como colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos.
A interpretação dos resultados pelo cardiologista, sobretudo do LDL, deve considerar também o risco cardiovascular individual. Isso porque as metas podem variar de acordo com o histórico e as condições de saúde de cada pessoa.
O Hospital Brasília, unidade Águas Claras, conta com uma equipe especializada que pode auxiliar na investigação, no controle do colesterol e no acompanhamento da saúde cardiovascular.
Ele está localizado na Rua Arariba, 5 e tem funcionamento 24 horas.
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Qual exame detecta colesterol alto?
O exame que geralmente detecta o colesterol alto é o lipidograma, também chamado de perfil lipídico. Ele tem como objetivo medir diferentes componentes relacionados às gorduras circulantes no organismo.
Um outro exame também capaz de fazer essa mensuração é o colesterol total. Ele pode ser útil como triagem, mas o lipidograma tende a ser mais informativo porque mostra as frações individualmente. Sendo composto pelos seguintes valores:
- Colesterol total: soma das principais frações de colesterol presentes no sangue
- LDL: lipoproteína de baixa densidade, o chamado ‘colesterol ruim’
- HDL: lipoproteína de alta densidade, o ‘colesterol bom’
- VLDL: lipoproteína de muito baixa densidade, responsável por transportar os triglicerídeos e outras gorduras no sangue
- Triglicerídeos: é um tipo de gordura que não é colesterol. Em níveis elevados, também pode aumentar o risco cardiovascular
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o desejável é que o colesterol total esteja mais baixo que 190 mg/dL, tanto nas medições em jejum quanto sem jejum. Já as métricas sem e com jejum para o HDL devem ser maiores do que 40 mg/dL.
Falando especificamente do LDL, os valores são expressados em gradientes que estabelecem os níveis de acordo com risco cardiovascular do paciente. Então, se ele tiver baixo risco, o valor precisa estar abaixo de 115 mg/dL. Veja os outros índices a seguir:
- risco intermediário: menor do 100 mg/dL
- alto risco: menor do 70 mg/dL
- muito alto risco: menor que 50 mg/dL
- risco extremo: menor que 40 mg/dL
O exame de colesterol é de sangue?
Para medir o colesterol é feito uma coleta de sangue, geralmente em uma veia do braço. O laboratório analisa a amostra para determinar as concentrações de colesterol total, LDL, HDL, VLDL e triglicerídeos, conforme o perfil solicitado e a metodologia utilizada.
A coleta é rápida e não costuma exigir procedimentos complexos. O mais importante é seguir as instruções do laboratório e do profissional que solicitou o exame.
É importante diferenciar o lipidograma de exames de imagem. Ultrassom, tomografia, ressonância ou avaliação das artérias podem ser indicados em situações específicas para investigar consequências cardiovasculares.
Mas eles não são o exame inicial usado para detectar colesterol alto. A identificação da alteração costuma começar pelo perfil lipídico no sangue.
Precisa estar em jejum para fazer exame de colesterol?
Na maioria dos casos, o jejum não é obrigatório para fazer o exame de colesterol. Existem valores de referência validados para coletas realizadas com e sem jejum. A decisão deve seguir a orientação do médico solicitante ou do laboratório responsável.
O jejum pode ser solicitado quando os triglicérides estão muito elevados, quando é necessário repetir um resultado ou quando outros exames do pedido médico exigem essa preparação.
Dentre as orientações gerais está não fazer alterações na dieta, para que os valores realmente reflitam o perfil lipídico do paciente. Além de não suspender remédios por conta própria, somente com a orientação médica.
Colesterol alto apresenta sintomas?
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), pessoas com o colesterol aumentado não apresentam sintomas, na maioria das vezes. Ela pode continuar se sentindo bem, sem dor ou sinal específico.
Por esse motivo, o exame de sangue é essencial para identificar a alteração antes que ela contribua para problemas mais graves. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) diz que o colesterol deve ser dosado por todos acima de 10 anos, ao menos uma vez no ano.
Em alguns casos raros, pode haver o aparecimento dos chamados xantomas, lesões que ocorrem por causa do acúmulo de colesterol na pele. Em outras ocasiões, quando os índices estão altíssimos, o fígado e o baço do paciente podem ficar aumentados, e também pode haver sintomas de pancreatite.
O excesso de LDL pode se depositar paulatinamente na parede das artérias e formas placas de ateroma. O processo, chamado de aterosclerose, costuma evoluir silenciosamente.
Manifestações clínicas como a dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço ou dor de cabeça não são sinais específicos de colesterol alto. Mas quando aparecem, podem estar ligados a doenças cardiovasculares ou a outras condições de saúde que precisam de avaliação médica.
O que pode causar colesterol alto?
Para a SBD existem três fatores que representam a causa: genética, alimentação e algumas doenças.
A genética tem um papel relevante, pois a pessoa já nasce com genes que determinam a alteração. Por isso, pessoas magras também podem apresentar o problemas, porque a capacidade do fígado de remover LDL do sangue varia entre os indivíduos.
A alimentação rica em gorduras saturadas e gorduras trans, o sedentarismo, o tabagismo, o excesso de peso e o consumo excessivo de álcool estão entre os fatores associados.
A SBD e SBEM apontam os seguintes alimentos como fatores de aumento do LDL: gema dos ovos, bacon ou toucinho, torresmo, pele da carne de aves, manteiga, creme de leite, nata, frituras, salsicha, salame, linguiça, embutidos e carnes de animais.
A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia explica também que aproximadamente 70% do colesterol no sangue vêm do fígado e cerca de 30% da alimentação. O que ajuda a entender por que a dieta é importante, mas não é o único fator determinante do resultado.
Outras causas apontadas para a disfunção são o hipotireoidismo, a diabetes e as doenças nos rins.
A hipercolesterolemia pode causar quais problemas?
A hipercolesterolemia é a presença de níveis de colesterol elevados no sangue, principalmente LDL. Ao longo do tempo, o excesso de colesterol alto pode contribuir para a formação de placas nas artérias.
Conforme elas crescem, os vasos podem ficar estreitos ou obstruídos, dificultando a passagem do sangue para os órgãos e tecidos.Quando esse depósito acontece nas artérias coronárias, pode resultar em angina (dor no peito) e infarto agudo do miocárdio.
Além de poder resultar na doença arterial coronariana também. Já se ocorre nas artérias cerebrais pode provocar um acidente vascular cerebral (derrame).
Pode haver prejuízo na função renal, doença arterial periférica e redução da mobilidade de alguns membros. A visão também pode ser por causa das alterações vasculares.
Agora você já sabe qual exame detecta colesterol alto: em geral, o lipidograma ou perfil lipídico, realizado por meio de uma coleta de sangue. O exame avalia colesterol total, LDL, HDL, VLDL e triglicerídeos, permitindo uma análise mais completa do metabolismo das gorduras.
Na maior parte das situações, o jejum não é obrigatório, mas a preparação deve seguir o pedido médico e as orientações do laboratório.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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